Data: 06/05/2018

Mulher que passou anos se depilando por causa de seu excesso de pelos no corpo decidiu parar de se depilar

Mulher parou de se depilar

“Durante anos e anos, eu escondi meu corpo com roupas, sempre lembrando de me certificar de que minhas costas, peito e ombros estavam cobertos em absolutamente todos os momentos. Estou no processo de “me libertar” quando se trata do meu guarda-roupa, mas fiquei surpreendida com o quão intencional isso precisa ser!” Esse é o relato sobre força de vontade publicado no Instagram por Leah Jorgensen, uma mulher de 33 anos de idade que sofreu a vida toda com pelos excessivos no corpo inteiro.


Após anos de navalha e cera, ela decidiu parar de se depilar e compartilha a experiência nas mídias sociais. Leah tem esse aspecto devido aos efeitos da síndrome do ovário policístico, uma desordem hormonal que pode causar hirsutismo, ou crescimento anormal do cabelo do padrão masculino. Essa síndrome pode ter diferentes sintomas nas mulheres e, no caso de Leah, desde a sua adolescência ela sentiu a constante necessidade de lutar contra o crescimento fora do comum de pelos por todo o seu corpo.


Os efeitos da síndrome do ovário policístico são tão fortes em Leah que ela desenvolve mais pelo corporal que alguns homens. Por isso, quando ainda tinha 14 anos de idade, ela começou a sofrer bullying e a chamavam negativamente de “homem”. Por isso, ela encheu o guarda-roupas de camisas de manga comprida e gola alta, além de calças compridas, que usava até no verão. Ela agiu assim por anos, em constantes tentativas desesperadas de esconder seus pelos. Quando ela ficou um pouco mais velha, a situação piorou.


Quando já estava mais velha, ela começou a desenvolver muito pelo facial e decidiu que queria usar roupas mais abertas. Por isso, quando estava com seus vinte e poucos anos, Leah começou a raspar e a depilar os pelos, passando horas extraindo uma a um os cabelos no queixo, bochechas, lábio superior, peito, estômago, braços, pernas e costas. Ela temia constantemente que as pessoas se aproximassem dela e verem o pelo em seu rosto que ela até evitou ir ao dentista por 12 anos. A mulher não teve seu primeiro beijo até os 27 anos de idade.


Contudo, chegou o dia em que ela decidiu dar um basta. Tudo começou quando ela tinha 30 anos, em 2015. Leah foi atropelada por um carro e precisou ser levada para o hospital em uma ambulância. No percurso, os paramédicos cortaram sua roupa para poderem fazer os primeiros cuidados médicos nela. Quando ela começou a fazer cirurgias e ir à terapia, percebeu que a equipe de médicos que a acompanhava não se importava com a aparência dela, apenas a via como uma paciente que precisava ser curada após um acidente.


Isso a ajudou a superar a ansiedade e a insegurança em relação ao próprio corpo. Quando ela foi submetida aos cuidados médicos, foi a primeira vez em que as pessoas viram a extensão do crescimento do cabelo em seu corpo, mas não falaram nada negativo ou a olharam de maneira pejorativa. Naquele momento crucial, Leah até chegou a encontrar um homem que disse a ela que a achou atraente, especialmente com o cabelo no corpo inteiro. Esse foi justamente o impulso que ela precisava para adquirir confiança em si mesma.


Hoje, ela usa blusas com decote e mostra suas pernas em público com shorts e saias curtas. Uma das maiores conquistas da mulher foi usar biquíni pela primeira vez em 2016, durante o verão. Além disso, ela largou seu emprego na área de seguros e voltou à universidade para estudar serviço social. Ela está trabalhando com crianças autistas. Para se manter motivada em incentivar outras mulheres, Leah compartilha toda sua histórias e suas conquistas diárias no Instagram, onde tem 3,5 mil seguidores atualmente.


Com a experiência, a mulher compartilhou no Instagram que percebi que nunca desgostou do aspecto do seu pelo, mas se sentia mal com a percepção que as pessoas tinham deles. Ela ainda contou que ainda raspa os pelos faciais porque gosta de como seu rosto sem cabelo, mas apenas passa a gilete uma vez a cada dois ou três dias, enquanto antes se barbeava várias vezes por dia. Ela ainda conta que quer empoderar jovens e mulheres como ela com a própria imagem porque nunca viu na vida uma mulher como ela e isso a impediu de conversar com as pessoas sobre isso, o que não é saudável.


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